Funcionárias são presas por desviar merenda escolar em escola
Funcionárias são presas por desviar merenda escolar em escola
Quatro funcionárias da Escola Municipal Mário Faccini, localizada na Zona Norte do Rio, foram flagradas desviando merenda escolar e outros produtos da unidade de ensino. O esquema, descoberto na última semana, utilizava sacos de lixo para simular descarte, enquanto os alimentos e materiais eram retirados posteriormente por um comparsa.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o grupo era formado por funcionárias terceirizadas que atuavam na limpeza e na cozinha da escola. O vigia de um condomínio vizinho também participava da ação, recolhendo os sacos com os produtos desviados na guarita do prédio.
A fraude foi descoberta após denúncia recebida diretamente pelo secretário de Educação, Renan Ferreirinha. Segundo ele, os alimentos ainda dentro do prazo de validade eram colocados propositalmente em sacos plásticos e deixados na lixeira ao lado da escola, onde o vigia os recolhia.
— Algumas profissionais da cozinha e da limpeza estavam furtando comida, colocando alimentos dentro da validade no lixo e jogando na lixeira ao lado da escola. Depois, o vigia vinha e recolhia, relatou o secretário.
A Polícia Militar foi acionada, e todos os envolvidos foram levados para a 19ª Delegacia de Polícia (Tijuca), onde o caso foi registrado. Em seguida, os suspeitos foram encaminhados ao presídio de Benfica. As empresas terceirizadas responsáveis pelas funcionárias foram notificadas e determinaram demissão por justa causa.
Indignado, o secretário Ferreirinha lamentou o ocorrido e reforçou a postura rígida da Prefeitura diante de casos de desvio de merenda escolar:
— Muitos dos nossos alunos têm na escola a única refeição completa do dia, e alguém tem coragem de fazer uma coisa dessas. É revoltante. Não nos restou outra alternativa senão chamar a polícia e garantir a prisão dos envolvidos. Na Prefeitura do Rio, a tolerância é zero com o roubo de merenda.
A Secretaria de Educação informou que reforçará a fiscalização nas unidades escolares e revisará os contratos com empresas terceirizadas para evitar novas ocorrências.

