7 de março de 2026

Megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha deixa 64 mortos, entre eles quatro policiais, e expõe escalada de violência no Rio

Megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha deixa 64 mortos, entre eles quatro policiais, e expõe escalada de violência no Rio

Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

Uma das maiores ações de segurança dos últimos anos no Rio de Janeiro terminou com 64 mortos — sendo quatro policiais — e nove agentes feridos, nesta terça-feira (28), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da cidade. A megaoperação conjunta das polícias Civil e Militar teve como alvo o Comando Vermelho (CV), facção que, segundo as investigações, vinha promovendo um movimento de expansão territorial e abrigava criminosos de outros estados.

De acordo com a Polícia Civil, 81 pessoas foram presas e 93 fuzis apreendidos. A ação, batizada de Operação Contenção, mobilizou 2,5 mil agentes, além de promotores do Gaeco/MPRJ (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O saldo expressivo de mortos e apreensões, porém, acendeu um alerta sobre o nível de enfrentamento armado e o caráter de guerra que a violência urbana alcançou na capital fluminense.

O governador Cláudio Castro classificou a operação como um “ato de defesa do Estado” e defendeu o apoio das Forças Armadas, afirmando que o Rio “está sozinho nessa guerra”.

“Essa operação tem muito pouco a ver com segurança pública. É uma guerra que já extrapolou o que cabe ao Estado enfrentar sozinho. Precisamos de apoio federal, inclusive com blindados da Marinha e do Exército, pedidos que foram negados três vezes”, disse o governador.

Castro ainda alertou para o risco de retaliação de criminosos, diante do grande número de mortos e das apreensões realizadas.


📋 Balanço da operação

  • Mortos: 60 suspeitos e 4 policiais (dois civis e dois do Bope)
  • Feridos: 9 agentes de segurança e 4 moradores
  • Presos: 81
  • Fuzis apreendidos: 93

Entre os mortos, estão dois suspeitos vindos da Bahia, identificados como integrantes do grupo que buscava refúgio no Rio.

Os policiais mortos foram:

  • Marcos Vinícius Cardoso Carvalho, conhecido como Máskara, da 53ª DP (Mesquita)
  • Um policial civil da 39ª DP (Pavuna)
  • Dois agentes do Bope

Três outros policiais civis — das delegacias de Irajá, Todos os Santos e da DRE — ficaram feridos, além de cinco militares.

Entre os civis baleados estão Fernando Vinícius Lopes, Kelma Rejane Magalhães, Daniel Mello dos Santos e um morador em situação de rua ainda não identificado. Kelma foi atingida na academia onde treinava, mas todos estão com estado de saúde estável.


👮‍♂️ Alvos e prisões

A operação teve como foco o cumprimento de mandados de prisão contra chefes do tráfico do Comando Vermelho, incluindo foragidos de outros estados que se esconderam nas comunidades do Alemão e da Penha.
Entre os presos estão:

  • O operador financeiro de Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como um dos principais líderes do CV na Penha;
  • Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, considerado um dos braços armados de Doca.

⚔️ Cenário de guerra

Moradores relataram nas redes sociais intensos tiroteios e colunas de fumaça após criminosos incendiarem barricadas. A Secretaria de Segurança confirmou que granadas foram lançadas por drones, tática que vem sendo usada com frequência pelas facções. O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, afirmou que o confronto atingiu “níveis de guerra urbana sem precedentes”.

Imagens aéreas mostraram criminosos fugindo por áreas de mata, enquanto linhas de ônibus foram desviadas e escolas e postos de saúde suspenderam o atendimento.


🚁 Estrutura da operação

A Operação Contenção contou com um forte aparato bélico e tecnológico:

  • 2 helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM;
  • Drones utilizados pelas forças policiais para monitoramento aéreo;
  • Ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate em prontidão.

Participaram agentes da Core, DRE, Coordenadoria de Recursos Especiais, Comando de Operações Especiais (COE), além de delegacias especializadas e distritais da capital e da Baixada.


A megaoperação, resultado de mais de um ano de investigações, expôs o agravamento da crise de segurança pública no Rio de Janeiro e a necessidade urgente de redefinir estratégias para conter o poder bélico e territorial das facções criminosas que dominam áreas inteiras da cidade.


Deseja que eu reescreva essa matéria em tom jornalístico neutro (como para um portal de notícias) ou em tom mais editorial e impactante, voltado à opinião pública e à análise crítica da violência? Isso muda o estilo e a força da narrativa.

 Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo