Terror: jovem é presa sob suspeita de mandar matar Laís para tomar a filha de 4 anos; polícia diz que caso está “encerrado”
Terror: jovem é presa sob suspeita de mandar matar Laís para tomar a filha de 4 anos; polícia diz que caso está “encerrado”
A Delegacia de Homicídios prendeu nesta segunda-feira (17) Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, de apenas 21 anos, apontada como mentora de um crime brutal que choca até os investigadores mais experientes: o assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 25 anos, supostamente para que a suspeita ficasse com a filha da vítima, uma criança de apenas 4 anos.
Gabrielle chegou à DH escoltada por seu advogado, em silêncio absoluto, sem olhar para os jornalistas — um contraste inquietante para quem é acusada de um crime descrito pela polícia como frio, calculado e motivado por obsessão. A defesa tenta negar, sustentando que Gabrielle “não seria a mandante”, mas a investigação já aponta para o contrário.
Um assassinato que parece cena de horror
No dia 4, Laís caminhava com seu bebê de 1 ano e 8 meses, empurrando o carrinho pela Travessa Santa Vitória, em Sepetiba, quando foi executada com um tiro à queima-roupa, na nuca.
O pequeno, por milagre, saiu ileso.
O motivo, segundo a polícia?
Uma disputa doentia pela guarda da menina Alice, de 4 anos.
Gabrielle, dizem os investigadores, cultivava um comportamento obsessivo, exigindo ser chamada de “mãe” e tomando atitudes possessivas que alarmaram familiares da vítima.
Delegado é categórico: “Não há dúvida de que ela mandou matar”
O delegado Robinson Gomes foi direto ao ponto:
“O caso está encerrado. Não há dúvida de que ela é a mandante. As provas são contundentes.”
Segundo ele, depoimentos, mensagens de celular e movimentações suspeitas provam que Gabrielle estava por trás de todo o esquema. A polícia agora pedirá sua prisão preventiva.
A investigação será desmembrada para apurar ainda uma possível organização criminosa especializada em estelionato ligada ao grupo dos envolvidos.
Fuga, mudança de aparência e caçada policial
Foragida desde o crime, Gabrielle teria tentado se esconder alterando a aparência — ficou morena e tirou os óculos. Mesmo assim, a polícia chegou perto, divulgando cartazes e intensificando as buscas. Pressionada, ela acabou se entregando.
Dias antes, a polícia já havia prendido Ingrid Luiza da Silva Marques, acusada de ser intermediária entre Gabrielle e os executores.
Os dois assassinos contratados — Erick Santos Maria e Davi de Souza Malto — também estão presos e confessaram a participação. A oferta para matar Laís, segundo eles, foi de cerca de R$ 20 mil.
Mensagens revelam emboscada premeditada
A investigação recuperou conversas estarrecedoras entre Gabrielle e Laís, pouco antes do crime. A suspeita perguntava onde a vítima estava, para onde iria, e acompanhava seus passos em tempo real.
Minutos depois dessas mensagens, Laís foi assassinada.
Para a polícia, não há dúvida: Gabrielle estava monitorando a vítima e repassando as informações diretamente aos executores — um enredo de perseguição e morte que expõe níveis extremos de controle e frieza.
Da obsessão ao horror
Para amigos e familiares da vítima, Gabrielle sempre se comportou como alguém “desequilibrada e controladora” em relação à filha de Laís. A obsessão, antes vista como exagero, agora parece ter sido o estopim de um plano macabro.
O caso, embora “encerrado” para a polícia em relação à autoria, ainda promete desdobramentos que podem revelar uma teia mais profunda e sinistra por trás da execução de uma jovem mãe, assassinada enquanto cuidava de seus próprios filhos.

