7 de março de 2026

Defesa de Bolsonaro: medida é “injustificável”, provoca “profunda perplexidade”.

Foto: Sergio Lima/AFP

Foto: Sergio Lima/AFP

Segundo a equipe jurídica, a prisão — classificada por eles como extrema e desproporcional — teria sido fundamentada, entre outros pontos, em uma simples “vigília de orações”, referência ao ato religioso convocado por Flávio Bolsonaro para este sábado, em Brasília.

Bolsonaro foi detido em casa pela Polícia Federal após Moraes considerar que havia risco concreto de fuga e que não havia mais condições de manter a prisão domiciliar. A decisão foi tomada um dia após a representação apresentada pela PF, no dia 21.

A defesa, porém, sustenta que a cronologia dos eventos desmonta qualquer hipótese de evasão. Os advogados alegam que a Constituição assegura a liberdade de reunião — “especialmente no exercício da liberdade religiosa” — e contestam frontalmente a justificativa usada pelo ministro.

Em nota, os defensores afirmam:

“Apesar de mencionar gravíssimos indícios de eventual fuga, o ex-presidente foi preso em sua própria residência, utilizando tornozeleira eletrônica e sob constante vigilância das autoridades policiais.”

Para a defesa, a prisão preventiva não apenas carece de fundamentos, como representa uma escalada extrema que exige imediata revisão pelo Judiciário.

 Foto: Sergio Lima/AFP